Crédito da foto: Divulgação

A creatina é um dos suplementos mais utilizados por praticantes de musculação no mundo inteiro. A substância proporciona energia para as células musculares, atuando diretamente na força e melhora do tônus muscular. Para muitos, o uso dela é indispensável. Porém, recentemente, em entrevista ao canal do PricePlow no YouTube, o campeão do Mr. Olympia 2026, Nick Walker, revelou que não faz uso do composto.

Segundo Nick, quando tomou creatina, ele não sentiu os efeitos benéficos relatados pela maioria das pessoas. Na verdade, a sensação tida pelo fisiculturista foi de barriga inchada.

Por que Nick Walker deixou de tomar creatina?

A decisão do atleta não foi motivada por uma preocupação com a segurança do suplemento, mas pela falta de resultados perceptíveis em sua própria experiência. Durante a conversa, Walker explicou que não identificava vantagens que justificassem manter a substância na rotina e associava seu uso a uma sensação de maior retenção de líquidos.

A escolha do fisiculturista não surgiu durante a preparação para o Mr. Olympia deste ano. Quando conquistou o título de 2026, Walker já estava acostumado a treinar sem recorrer à suplementação do composto.

A alimentação é outro ponto considerado pelo atleta. Ele afirmou que consome bastante carne, alimento que contém creatina naturalmente. Isso não significa, porém, que a quantidade obtida apenas pela dieta seja equivalente à de uma suplementação: a concentração presente nos alimentos é menor do que a normalmente fornecida por produtos específicos.

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Nick Walker (Imagem via @nick_walker39/Instagram)

Quais são os efeitos da creatina no organismo?

A creatina participa do sistema de fornecimento de energia utilizado pelos músculos durante esforços intensos e de curta duração. Ao aumentar as reservas musculares da substância, a suplementação pode favorecer atividades como musculação, sprints e exercícios que exigem força explosiva, especialmente quando há repetições de esforço com intervalos de recuperação.

Uma revisão publicada no Journal of the International Society of Sports Nutrition aponta a creatina monohidratada como uma das opções mais bem estudadas para melhorar o desempenho em exercícios de alta intensidade e favorecer o aumento da massa magra durante o treinamento. O efeito, entretanto, pode variar de uma pessoa para outra.

O uso também pode provocar aumento de peso, em parte porque eleva a quantidade de água armazenada nos músculos. Esse processo não deve ser confundido automaticamente com ganho de gordura corporal. Algumas pessoas ainda relatam desconfortos gastrointestinais, embora essas reações não ocorram da mesma maneira em todos os usuários.

Esses fatores ajudam a contextualizar o relato de Walker, mas não permitem concluir que a creatina seja ineficaz ou inadequada para outras pessoas. O atleta descreveu como se sente ao consumir o suplemento; essa experiência individual não substitui o conjunto de evidências científicas sobre seus efeitos.

É necessário tomar creatina para ganhar massa muscular?

A experiência do campeão do Mr. Olympia também chama a atenção para uma dúvida comum entre quem pratica musculação: a creatina é obrigatória para desenvolver os músculos? A resposta é não. O suplemento pode contribuir para o desempenho e os resultados do treinamento, mas o ganho de massa muscular depende de um conjunto de fatores, entre eles a regularidade dos exercícios, a alimentação, o descanso e a adequação do programa de treino.

A creatina não substitui esses elementos, assim como sua ausência não impede, por si só, que alguém desenvolva força e massa muscular. No caso de atletas de alto rendimento, as estratégias de suplementação podem variar de acordo com as necessidades, a resposta individual e os objetivos de cada fase da preparação.

Por isso, a decisão de utilizar ou não o composto deve considerar as características de cada pessoa, e não apenas a escolha de um atleta de elite. Quem avalia começar a suplementação ou interromper seu uso pode buscar orientação de um nutricionista ou profissional de saúde habilitado para analisar suas necessidades e condições individuais.

Nick Walker, por sua vez, conquistou o principal título do fisiculturismo profissional sem utilizar creatina nos últimos anos. Sua trajetória mostra que o suplemento não é uma exigência universal para competir, embora as evidências científicas continuem sustentando benefícios para diferentes praticantes de exercícios de força.

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